sexta-feira, 1 de abril de 2011

Carta de Repúdio a Prof.ª Dr.ª Antônia Dalva Fraça de Carvalho

Opressão, repressão, autoritarismo eram práticas empregadas em um período obscuro da história brasileira. A ditadura militar foi marcada pela repressão e opressão estabelecida pelas elites sobre o povo. No entanto, o que parecia ter sido extinto, ainda permanece vivo no âmago da sociedade atual, além do mais, o que nos deixa mais preocupados é que essas práticas continuam vivas dentro das universidades, um espaço, que na teoria, seria democrático e de pensamentos diversos.

Dizia Tancredo Neves: “O processo ditatorial, o processo autoritário, traz consigo o germe da corrupção. O que existe de ruim no processo autoritário é que ele começa desfigurando as instituições e acaba desfigurando o caráter do cidadão”. Talvez o autor desta frase não seja um exemplo para nossa história, mas seu pensamento nos faz refletir sobre a atual situação da Universidade Federal do Piauí. Nos últimos tempos estamos periodicamente nos deparando com práticas autoritárias e opressoras nesta IES.

Não citaremos e analisaremos todas as práticas autoritárias vivenciadas na UFPI, nos restringiremos aqui, em uma única história marcada por um autoritarismo perverso, história essa, vivenciada pelo curso de Licenciatura Plena em História e pela Prof.ª Dr.ª Antonia Dalva França Carvalho, chefe da comissão de currículo da UFPI e Coordenadora institucional do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência - PIBID.

Tudo começou quando alguns membros do CENTRO ACADÊMICO DE HISTÓRIA foram testemunha de uma REPRESSÂO nojenta e perversa que aconteceu, ainda no ano de 2010, durante a aula de PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO I. A aula acontecia normalmente, até alguns alunos se posicionarem, de forma democrática, contra a atual gestão superior da UFPI, isto serviu para a senhora Prof.ª Dr.ª ANTONIA DALVA FRANÇA CARVALHO esbravejar todo seu poder e de forma autoritária e agressiva ameaçar os alunos de REPROVAÇÃO ou de MUDANÇA DE TURMA se alguém ali criticasse o “NOSSO INTOCAVEL REITOR”, pois para a Prof.ª Dr.ª ANTONIA DALVA FRANÇA CARVALHO este reitor foi o que mais fez por nossa universidade.
Não bastando o acontecido, a referida professora mais uma vez de forma autoritária se coloca contra o currículo aprovado pelo colegiado do curso de História e constrói todos os empecilhos burocráticos para dificultar a aprovação do mesmo. Isto porque, com uma pequena ignorância e prepotência acreditava-se que os professores do referido curso não tinham a capacidade de formar professores, sendo assim, essa função deveria ser delegada aos professores lotados no Centro de Ciências da Educação – CCE. O fato é que a parti daí, o autoritarismo da professora Antonia Dalva deixou de ser visto apenas por uma pequena parcela do curso e passou a ser visto pelo curso como um todo, inclusive os docentes. Estes, dentro deste jogo de poder, sofreram constantes ameaças, inclusive ameaças relacionadas a processo administrativo de cunho demissionário. “É mole?”

Por conseqüência de todo esse processo, a professora Antonia Dalva ultrapassou todos os limites e como dizia a frase de Tancredo: “[...] começou desfigurando as instituições e acabou desfigurando o caráter”. De forma estupenda, a referida professora passou a usar o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID, no qual ela se faz Coordenadora institucional, como um instrumento de ataque ao curso de História, sem saber que ali se fazia presente estudantes que almejavam construir um programa coerente e de qualidade. Durante o primeiro ano de funcionamento do programa, temos relatos, que ele foi extremamente excluído, marginalizado e perseguido pela Coordenação institucional, como por exemplo, a demora para entrega de materiais, as intensivas fiscalizações e entre outras perseguições, tendo em vista que os outros PIBID’s não sofriam nenhum tipo de restrição. O ultimo ato autoritário da professora Antonia Dalva foi relacionado ao processo de sucessão do cargo de coordenador do PIBID-HISTÓRIA. Com a renuncia do Prof. Dr. Roberio Américo do Carmo Souza, então Coordenador do programa, o colegiado do curso de História se reuniu e indicou o nome de dois professores do curso, e do Departamento de Geografia e História, para a Coordenação do programa, como era praxe ser feito, inclusive esse mesmo processo de sucessão foi desenvolvido pelo PIBID-GEOGRAFIA e não sofreu nenhuma restrição. O fato é que a professora Antonia Dalva não recebeu os nomes e de forma autoritária, sem nenhum debate com a comunidade acadêmica, com os docentes e, principalmente, com os bolsistas do programa nomeou a Prof.ª Ms. Vilmar Aires dos Santos, lotada no Centro de Ciências da Educação - CCE, com o intuito de afrontar os docentes e discentes do curso de Licenciatura Plena em História, tentando assim, evidenciar que os professores do referido curso não possuem capacidade para forma novos professores.

Lamentamos que diante deste autoritarismo a Prof.ª Antonia Dalva tenha usado um programa publico para satisfazer interesses pessoais. O fato é que o Centro Acadêmico de História - CAHIS não se calará diante destes atos repugnantes e usará de toda sua força política para resistir as práticas autoritárias e opressoras impostas aos estudantes do curso de História. Sendo assim, EXIGIMOS que a administração superior tome as medidas cabíveis para combater estes atos autoritários, podendo ser iniciado assim, com o afastamento da Prof.ª Dr.ª Antonia Dalva França Carvalho da Coordenação institucional do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID e da chefia da comissão de currículo, pois não aceitamos de forma alguma qualquer tentativa de REPRESSÃO dentro dos muros da universidade. É importante lembrar que estamos tratando de um local público e democrático. Além do mais, essas práticas repressivas não podem se manter vivas em pleno século XXI.



Centro Acadêmico de História
Gestão: “Desafi[n]ando a História!”

Um comentário:

Éverton Diego disse...

Parabéns ao CAHIS. Sigamos em frente.